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Blog EntryPoema: "Aerotrem" - Poemo: "Flugrajno"Sep 14, '07 8:27 PM
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Aerotrem

No céu do câmpus soa
A aeronave como locomotiva:
Coisa não muito boa
Do banco a iniciativa.

"Nova agência da Nossa Caixa".
Não seria menos perturbador
Em vez de sonora faixa
Divulgar com cartaz ao observador?

Professor pacientemente ensina
ao som de volante buzina:
"I zero é positivo,
V zero é negativo."

Já está próximo o meio do dia.
O diodo já deixou de conduzir
Mas o ruído aéreo continua a existir.
Quando acabará tal agonia?


Campinas, 13 de setembro de 2007, durante aula de eletrônica de potência
enquanto um avião anunciava ao som de apito de trem a nova agência da
Nossa Caixa na Unicamp.


Flugtrajno

Sonoras super kampuso firmamente
La aeroplano kvazaŭ lokomotivo:
Ne bonas de l' banko evidente
Iniciato reklamadi pro inaŭgura motivo.

"Nova sidejo de Nossa Caixa" [ˈnɔsa ˈkaɪ̯ʃa]
Ĉu ne estus malpli kruele
Anstataŭ rubando ĉielmalkaŝa
Anonci per paperafiŝo hele?

La instruisto kun voĉo lanta
Instruas je sono de fajfilo fluganta:
"I-nul' pozitivas
V-nul' negativas".

Jam horloĝo preskaŭ montras tagmezon,
Trans diodo ne plu estas kurento.
Tamen, aerbruaĉo daŭre kaŭzas orelolezon.
Kiam finfine finiĝos tiu turmento?

Campinas, la 13-a de septembro de 2007, dum leciono pri potencelektroniko,
kiam aviadilo anoncis novan sidejon de ŝtata banko en la universitato uzante
sonon de lokomotivfajfilo.



Blog EntryPorto Côvo (letra)Jun 27, '07 11:05 PM
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Uma belíssima canção portuguesa que nos remete a um bucólico cenário natural e a uma triste história de amor. Escute na seção Músicas do Mundo.

Roendo uma laranja na falésia
Olhando o mundo azul à minha frente,
Ouvindo um rouxinol nas redondezas,
No calmo improviso do poente

Em baixo fogos trémulos nas tendas
Ao largo as águas brilham como prata
E a brisa vai contando velhas lendas
De portos e baías de piratas

Havia um pessegueiro na ilha
Plantado por um Vizir de Odemira
Que dizem que por amor se matou novo
Aqui, no lugar de Porto Côvo

A lua já desceu sobre esta paz
E reina sobre todo este luzeiro
Á volta toda a vida se compraz
Enquanto um sargo assa no brazeiro

Ao longe a cidadela de um navio
Acende-se no mar como um desejo
Por trás de mim o bafo do destino
Devolve-me à lembrança do Alentejo

Havia um pessegueiro na ilha
Plantado por um Vizir de Odemira
Que dizem que por amor se matou novo
Aqui, no lugar de Porto Côvo

Roendo uma laranja na falésia
Olhando à minha frente o azul escuro
Podia ser um peixe na maré
Nadando sem passado nem futuro

Havia um pessegueiro na ilha
Plantado por um Vizir de Odemira
Que dizem que por amor se matou novo
Aqui, no lugar de Porto Côvo

Blog EntryPoemo: Transŝosea hundoFeb 13, '07 3:03 PM
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Ĉi tio temas pri poemo kiun mi faris revene de Rio Claro en la 13-a de februaro de 2007, kie mi iris partopreni en intervjuo por staĝo. Mi vidis hundon transpasantan straton kaj volis surpaperigi tion. Jene:

Transŝosea hundo

Tagmezas en Rio Klaro,
Intensa sunego brulas kaj fadenon kaj ŝnuron.
Vundo doloras ĉe l' molaro
Kaj hundo transpasas straton en sekuro.

Dum busvojaĝo en freŝaer',
Vagadas la penso pri nunaj celoj de l' viv':
Belulino en kampinasa atmosfer'
Kaj daŭra esploro por laboraktiv'.

Senrespondaj demandoj angorigas.
Ĉu la celoj rezultos sukcesaj? Espereble!
Sukcese aŭ fiaske, dum sorto ne klarigas,
Restas agonio de l' dubo. Nekredeble!

Hezitema kaj duboplena moŝto,
Memoru pri tiu transŝosea hundo.
Ĝi ne zorgas pri sorto, sed nur faras toston
Al ĉiutaga manĝaĵo kaj al tiuj kiuj ne al ĝi kaŭzas vundon.

Kio estontas, estos.

Blog EntryChaves, rádios e hesitaçãoJan 25, '07 5:31 PM
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Poucos sabem qual a chave da felicidade.
A despeito de tudo, ela diz que a tem.
Digo a vós com muita veracidade
As coisas que do racional vão além.

Meus sentimentos vou modulando.
Através de palavras, expresso sem freqüência
Tudo aquilo que estive guardando
Secretamente, escravo da decência.

Ó, meu amigo, não te preocupes em dizer
As frases entaladas em tua garganta.
Não há motivo aparente para tremer
Diante do desafio que se te levanta.

Hesitação?
Ai de ti se deres o braço a torcer.
Por que dali sai o veneno para o coração,
O veneno que te leva a sofrer.

(Ricardo Dias Almeida, 25/01/2007)

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